quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

COMO FUNCIONA A SEGURANÇA PRIVADA NO CARNAVAL.

   Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores apresenta quais as responsabilidades dos profissionais privados durante a folia.

  Brasília, 12 de fevereiro de 2015 – O período mais festivo do ano – o carnaval – está se aproximando, e para não haver problemas nos blocos carnavalescos, a segurança privada deve atuar em conjunto com as polícias Civil e Militar para garantir a tranquilidade dos foliões.
No carnaval de rua, cada bloco é responsável pela contratação dos vigilantes privados que atuam dentro do cordão de isolamento próximo aos trios elétricos, por exemplo. “A segurança é contratada, principalmente, para evitar que o folião que não comprou o abadá invada a área dos que investiram dinheiro para estarem no local”, comenta Wanderley Aranha, vice-presidente da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist).
  Além disso, os profissionais da segurança privada são posicionados em cima do trio elétrico, na entrada dos banheiros do veículo e próximo às rodas para evitar acidentes com os foliões.
  Aranha lembra, ainda, que a definição da quantidade de seguranças leva em conta o número de participantes no evento. “Em grandes eventos, calculamos que, a cada 100 pessoas, deve haver um segurança. No carnaval, avaliamos que, a cada 50 foliões, dois profissionais de vigilância privada devem ser contratados”, ressalta o vice-presidente da Fenavist.
  Em eventos de grande fluxo como o carnaval, os profissionais da segurança privada atuam desarmados. Quando alguma pessoa tenta ultrapassar os limites da corda e coloca em risco a segurança dos outros participantes, os vigilantes privados são orientados a imobilizar o folião e acionar a polícia militar para tomar as devidas providências.
“A segurança privada opera somente dentro do cordão de isolamento e nos camarotes. Do lado de fora da corda, a responsabilidade é da segurança pública”, destaca Wanderley.
Legislação
  De acordo com a portaria da Polícia Federal 3.233/2012, a presença de profissionais da segurança privada é obrigatória em eventos com público superior a três mil pessoas. “Pela norma, além do curso de formação de vigilante, os profissionais devem possuir curso de extensão para atuarem em grandes eventos”, ressalta o vice-presidente da Fenavist.
Clandestinidade
  No Brasil, há cerca de 700 mil pessoas que atuam como profissionais de vigilância no país. É o que aponta o IV Estudo do Setor da Segurança Privada (IV ESSEG), produzido pela Fenavist. No entanto, estima-se que mais de 1,5 milhão de agentes de segurança atue de maneira irregular.
  De acordo com a lei 7.102/83, apenas empresas que possuam autorização da Polícia Federal podem prestar serviços de segurança privada em solo brasileiro. Além disso, é necessário que o vigilante tenha curso de formação na área e Carteira Nacional de Vigilante (CNV) expedida pelo Ministério da Justiça.

  Sobre a Fenavist - A Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores, Fenavist, é uma entidade sindical patronal criada para representar os interesses do segmento de segurança privada brasileiro. Com sede em Brasília, a Federação agrega sindicatos nas 27 unidades federativas do país, e duas associações que representam cerca de 2.400 empresas, responsáveis pela geração de mais de 700 mil empregos diretos. A Fenavist tem jurisdição nacional sendo também filiada à Confederação Nacional do Comércio - CNC. Em parceria com os sindicatos, a Fenavist tem o compromisso de representar os empresários de segurança de forma ampla e transparente, com o objetivo de unir a comunidade de segurança privada no Brasil, prestando serviços e promovendo modernização e crescimento para a atividade.

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Fonte: Sesvesp
Vigilantes e Similares do Brasil